quinta-feira, 26 de março de 2015

Abraão era judeu?



Pergunta: "Recentemente alguém me disse que Abraão não era judeu, mas caldeu. Também Isaque e Jacó não teriam sido judeus. Somente depois do filho de Jacó, Judá, eles teriam se tornado judeus (tribo de Judá). Tenho outra opinião, porque em Gênesis 11.10ss são mencionadas as gerações de Sem, onde aparece também Abraão. Pois os judeus vêm da descendência de Sem (semitas). E Abraão, em geral, é tido como patriarca dos judeus. Minha opinião está correta ou estou enganado?"


Resposta: Na verdade Abraão ou Abrão, como ele se chamava inicialmente, não era judeu de berço. Gênesis 11.26-28 diz em relação à sua origem: "Viveu Tera setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã. São estas as gerações de Tera. Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. Morreu Harã, na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus, estando Tera, seu pai, ainda vivo." Sobre Ur lemos num dicionário bíblico: "Cidade muito antiga no sul da Babilônia, que se indentifica como Tell el-Muqayyar; ela estava situada na margem direita do rio Eufrates, a meio caminho entre Bagdá e o Golfo Pérsico. Tera e seus filhos – entre eles Abrão – nasceram em Ur e de lá se mudaram para Harã". Portanto, a pátria de Abraão ficava na Babilônia. Josué também salienta isso no seu "discurso à nação": "...Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses" (Js 24.2). Abraão de fato descendia de Sem, portanto era um semita, mas ele servia a quaisquer outros deuses babilônicos. Ter origem semítica ainda não significava ser o patriarca de Israel, mas simplesmente que Canaã lhe seria submisso, seria seu servo (Gn 9.26).

A mudança só ocorreu em Gênesis 12. Ali houve um acontecimento que não apenas desestruturou o pequeno mundo de Abraão, mas que teve conseqüências que vão perdurar até o fim dos tempos. O Deus Soberano, o Criador dos céus e da terra, chamou um único homem, ordenou-lhe que deixasse sua terra e partisse para uma terra distante que Ele lhe mostraria. O Senhor não lhe disse o nome dessa terra. Por isso, Abraão não sabia em que se envolveria, mas creu na promessa que lhe foi dada a seguir: "de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!" (Gn 12.2). Embora somente seu neto Jacó tenha recebido o nome de Israel (Gn 32.28), isto não muda o fato de Abraão ser o patriarca do povo de Israel. Pois Abraão, Isaque e Jacó sempre são mencionados em conjunto, por exemplo, em Gênesis 50.24; Êxodo 33.1; Levítico 26.42; Números 32.11; Deuteronômio 1.8; Mateus 1.2; Lucas 13.28; Hebreus 11.8-9 e assim por diante. A base para isso é e continuará sendo a aliança de Deus com Abraão.


O nome "judeus" muitas vezes é usado como sinônimo de Israel, mas deveríamos lembrar que isso não é historicamente exato, pois o reino de Davi se dividiu depois da morte de Salomão (930 a.C.). Formou-se, por um lado, o Reino do Norte (as dez tribos de Israel) e, por outro lado, o Reino do Sul (as duas tribos de Judá, os descendentes de Judá e Benjamim – veja 1 Reis 12). Depois do cativeiro babilônico, o nome "judeus" é usado de modo geral para os habitantes da Judéia. É interessante que no Novo Testamento Jesus é chamado de "Rei dos judeus" pelos estrangeiros (Mt 2.2; Mt 27.11, etc.), enquanto os próprios judeus o chamaram de "rei de Israel" (Mt 27.42). Atualmente não importa mais se um judeu ou uma judia descende de Judá, de Benjamim ou de qualquer uma das outras dez tribos. Usa-se a designação "judeus" genericamente para uma comunidade étnica que sobreviveu apesar de séculos de perseguição, porque Deus confirmou Sua aliança com Israel através de um juramento e conduzirá Seu povo para o alvo! (Elsbeth Vetsch)

terça-feira, 10 de março de 2015

Curiosidades

Os 7 Propósitos da Bíblia

* Avisar (1 Co 10.11)

* Ensinar (Rm 15.4)

* Conceder sabedoria (2 Tm 3.15)

* Produzir fé (Rm 10.17)

* Alegrar (Sl 119.103)

* Santificar (Jo 17.17)

* Testificar (Jo 5.39)


Nossos deveres para com a Bíblia

* Ler (Ap 1.3)
*
* Examinar (Jo 5.39)
*
* Amar (Dt 6.4-9)
*
* Confiar (Sl 119.42)
*
* Obedecer (1 Pe 4.17)
*
* Meditar (Js 1.8; Sl 1.2)
*
* Esconder (Sl 119.11)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Curiosidade sobre o Dízimo:


  • Porque tenho que dar o dízimo?


R: Por que é uma ordenança Bíblica e uma forma de demonstrarmos fidelidade a Deus e não permitirmos que façamos do dinheiro o nosso Deus (mamon) Malaquias: 3.10-12.

  • Deus recebe Dízimo se eu estiver em pecado?


R: Eu creio que não, pois a Bíblia nos diz que Deus não aceitava oferta de quem estivesse alguma coisa contra o seu irmão! Como está escrito: ”Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta Mateus 5:23-24:

  • O que Jesus diz sobre o Dízimo?


R: Jesus deixou claro que concordava com a observância de dizimar. Veja: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.  Mateus 23:23”  

  • Se eu tiver mais de um trabalho, devo dizimar de um só ou de tudo que eu recebo?


R: A ordenança da Bíblia Diz que devemos levar para o templo do Senhor todos os dízimos. Neste caso de tudo que vier na nossa mão- Malaquias: 3.10-12.

  • Se eu não der Dízimo, perco a salvação?



R: Não. A salvação está condicionada a crer em Jesus. O apostolo Paulo disse que ninguém será salvo pelas obras, para que ninguém se glorie. Mas vem de Deus: “Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Efésios 2:9” Creio que receberemos galardão no tribunal de Cristo, pois estamos fazendo uma obra, ajudando a dar recursos para propagar o evangelho a toda criatura. 


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

TRÊS SISTEMAS DE INTERPRETAÇÃO

Certas partes das Escrituras devem ser interpretadas literalmente e outras figuradamente e ainda outras sim­bolicamente.



A. A Interpretação Literal significa dar à passagem em questão uma interpretação comum, de bom senso, em que as palavras são tomadas no sentido usual e costumeiro. É segundo a "letra". Uma ilustração da interpretação literal é a passagem em Lucas 1.31-33 que fala clara e literalmente que Cristo nasceria da Virgem, seria chamado o Filho de Deus e seria o Herdeiro do trono do Seu pai Davi, segundo a carne, e que reinaria nesse trono sobre os descendentes de Jacó. Esta regra de interpretação literal é a regra recomendada na maioria dos casos. Devemos usá-la sempre que for possível. Há passagens que não se podem interpretar literalmente, por seu conteúdo, ou porque outras razões óbvias fazem-nas exigir uma in­terpretação figurada ou simbólica. Mas sempre que for possível, deve-se empregar o modo literal. Em contraste com isso, temos

B. A Interpretação Figurada que se dá às passagens que empregam figuras de linguagem. Por exemplo, em Hebreus 4.7 o apóstolo nos exorta: "... não endureçais os vossos corações". Em João 10.9 Jesus disse: "Eu sou a porta" e em João 6.48 Ele disse: "Eu sou o pão da vida". Naturalmente, tais passagens não significam que os nossos corações sejam fisicamente endurecidos, mas sim que sejam sensíveis ao toque do Espírito de Deus; nem que Cristo é uma porta de madeira, ou do curral, mas sim que Ele é a porta de entrada para a vida eterna. Semelhantemente, Ele não é um pão literal e, sim, como pão que sustenta espiri­tualmente aquele que dEle se alimenta.
C. A Interpretação Simbólica é o que usamos quando se trata de objetos animados ou inanimados, que se usa para­lelamente a fim de esclarecer o assunto. Nos capítulos 2 e 7 de Daniel encontramos este tipo de interpretação, usado pelo próprio Espírito Santo. Os reinos gentílicos mundiais desde o babilônio Nabucodonosor até ao tempo do retorno de Cristo são representados pelos vários me­tais da grande estátua vista pelo monarca e depois pelas várias feras vorazes que o profeta Daniel viu.
Convém lembrar que, mesmo na interpretação figurada ou simbólica, devemos sempre procurar a verdade literal, a mensagem   divina,    contida   na   passagem   em   apreço.


Os Plano divino através dos séculos : estudo
            das dispensações / N. Lawrence Olson. - 6. ed. –
            Rio de Janeiro :
            Casa Publicadora das As­sembléias de Deus, 1981.
            1. Dispensações 2. Escatologia I. Título

sábado, 9 de agosto de 2014

Resumo da Estátua - Baseado no Livro de Daniel



    Mais de 2500 anos atrás, em torno de 600 antes de Cristo, Nabucodonosor, Rei da Babilônia, que havia feito grandes conquistas, almejava estender as fronteiras do seu reino até as extremidades da Terra. No entanto, certa noite teve um sonho notável. Seu espírito ficou pertubado e perdeu o sono. Apesar de ter ficado impressionado com o que havia sonhado, ao acordar não pode se lembrar do sonho. Perplexo, ele convocou os sábios, os astrólogos, os adivinhos e os feiticeiros do seu reino para consultá-los. Ele queria que estes dissessem qual foi o seu sonho e a respectiva interpretação. Logicamente que os sábios não puderam desvendar o sonho, então o Rei Nabucodonosor enfurecido expediu um decreto mandando exterminar todos os sábios de seu reino. Esse decreto atingia também o jovem Daniel que era um escravo hebreu que servia na corte, bem como seus 3 companheiros. Daniel, de forma prudente, solicitou que o rei adiasse a sentença de morte; porque ele iria buscar auxílio ao Deus de seus pais. Então Deus revelou a Daniel, em visão, o sonho de Nabucodonosor e disse que cada parte da grande estátua simbolizaria um grande império que surgiria desde a época do reino da Babilônia até o estabelecimento do Reino de Deus. Dessa forma, Deus salvou a vida de Daniel e seus amigos; e Daniel foi elevado a condição de governador da Babilônia.
Vamos visualizar no gráfico e na tabela abaixo os Reinos como apresentados em Daniel capítulos 2 e 7. Perceba que em Daniel 7 eles são representados por animais. Estudaremos este capítulo em seguida.


Ouro
Babilônia 608-538 a.C
Prata
Medo-Pérsia 538-331 a.C
Bronze
Grécia 331-168 a.C
Ferro
Império Romano 168-476 d.c.
Pés
entre 351 e 476 temos a invasão do Império pelos bárbaros e sua consequente divisão em 10 Reinos ou a Europa ocidental até hoje.




Textos: Daniel 2 e Daniel 7

1. Babilônia 
(608-538 a.C)
Cabeça de Ouro 
(versos 32, 37, 38)
Leão (versos 4, 7) 
Duas asas e mente de homem

2. Medo-Pérsia  
(538-331 a.C)
Peito e braços de prata. 
(versos 32, 39)
Urso (versos 5,17) 
3 costelas na boca, firmou-se em um lado

3. Grécia-Macedônia  
(331-168 a.C)
Ventre e quadris de cobre 
(versos 32, 39)
Leopardo (versos 6, 17) 
4 asas, 4 cabeças

4. Império Romano  
(168-476 d.C)
Pernas de ferro 
(versos 33, 40)
Animal terrível (versos 7,17,19,23) 

4.1.Reinos subsequentes
(351-476)
Pés de barro e ferro (versos 33, 41-43) 
reinos fracos e fortes, tentariam se unir mediante casamentos.
10 Chifres do quarto animal* (versos 7, 8, 20, 24) 
3 Chifres caem**

* 1. Germanos = Alemanha, 2. Francos = França, 3. Burgundos = Suíça, 4. Suevos = Portugal, 5. Anglo-saxões = Inglaterra, 6. Lombardos = Itália, 7. Visigodos = Espanha.
** 8. Os Hérulos, 9. Os Vândalos e os 10. Ostrogodos não se tornaram nações européias.

5.Reino de Deus
Pedra (versos 34, 35, 44 ,45) 
Ferro, cobre, prata e ouro destruídos.
“Toda a Terra, não passará a outro povo”
Filho do homem (versos 8-14, 18, 26-28) 
Animais e chifre pequeno destruídos

quarta-feira, 25 de junho de 2014

QUEM SÃO OS SETE ESPÍRITOS DIANTE DO TRONO DE DEUS EM APOCALIPSE 1.4?






Apocalipse 1.4 diz: "... A vocês, graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, dos sete espíritos que estão diante do seu trono". Quem são os sete espíritos? 
Representam a terceira Pessoa da Trindade (o Pai e o Filho foram mencionados antes, no v. 2)?

É surpreendente, mas a resposta correta a essa pergunta parece que é sim. Como poderia o Espírito Santo ser representado por sete, em vez de um? Bem, a primeira aparição do Espírito Santo em sete facetas ocorre em Isaías 11.2: 
- O Espírito do SENHOR [1] repousará sobre ele [o Messias],
- O Espírito que dá sabedoria [2] 
- O Espírito de entendimento [3], 
- O Espírito que traz conselho [4] 
- O Espírito de poder [5], 
- O Espírito que dá conhecimento [6] 
- O Espírito de temor [7] do SENHOR". 


NO simbolismo bíblico sete é o número da obra perfeita de Deus (cf. Gn 2.2, 3), de modo que "o tronco de Jessé" (Is 11.1) será dotado do Espírito Santo ao iniciar seu ministério messiânico.